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Pesquisa mostra que recém-nascidos que convivem com cães e gatos adoecem menos

Por Luciana Fernandes

15 de outubro de 2018

Resumo(TL;DR)

Bebês que dormem perto dos pais nos primeiros meses têm desenvolvimento emocional mais saudável, menos estresse e melhor vínculo afetivo. A pesquisa reforça os benefícios do contato próximo e da segurança emocional na primeira infância.

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Texto por: Luciana Fernandes, biomédica e pós-graduanda em Microbiologia Clínica. 

Uma das maiores preocupações de todas as mamães é o contato de bebês com os animais domésticos. Muitas famílias evitam que os bebês recém-nascidos fiquem perto de cães e/ou gatos, mas foi demonstrado cientificamente que isso não é um problema.

Médicos da Finlândia realizaram um estudo no qual 397 crianças foram acompanhadas desde a gravidez  até a idade de 1 ano. Nesse estudo, foram analisadas a freqüência de sintomas respiratórios e infecções, juntamente com informações sobre cães e gatos com os quais essas crianças tiveram contato durante o primeiro ano de vida. 

Os resultados demonstraram que as crianças com cachorro ou gato em casa ficavam menos doentes (até 29 dias a menos) do que as que não possuíam um animal doméstico. O maior benefício foi registrado quando o animal passava ao menos 18 horas por dia fora de casa, ou seja, quando o animal era mais “sujo”. A razão para isso, segundos os pesquisadores, é que os cães trazem fungos e bactérias para dentro de casa, que ajudam a amadurecer mais rapidamente o sistema imunológico do bebê e, dessa forma, aumentam as defesas da criança. 

Bebês que tinham contato diário com cachorros ou gatos tiveram menos infecções no ouvido, entupimento de nariz e tosse. Esses bebês também precisaram de menos (ou nenhum) antibiótico ao longo do período de estudo. 

Outros fatores descartados

Esse estudo foi estatisticamente significativo, inclusive depois que os cientistas descartaram outros fatores influentes, como não ter sido amamentado, ficar em creche, ser criado por fumantes ou por pais com asma, ou conviver com outras crianças.

Estudos anteriores já demonstraram resultados diversos, desde aqueles que apontaram que ter bichos de estimação não representa nenhum benefício às crianças até os que afirmam que o contato com animais ofereceria proteção contra resfriados e doenças estomacais.

Mas os autores do estudo na Finlândia destacam que sua análise se diferencia por ter concentrado exclusivamente o primeiro ano de vida e não inclui a presença de outras crianças. Portanto, é um parâmetro mais confiável de estudo. 

Pois é! Ao contrário do que a maioria pensa, o contato de bebês com cães e gatos não traz problemas e sim BENEFÍCIOS! 

Referência bibliográfica: 

Respiratory Tract Illnesses During the First Year of Life: Effect of Dog and Cat Contacts, Eija Bergroth e outros, Universidade de Kuopio.

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